domingo, abril 03, 2005

rio leça (4)

Fauna / Flora

Na área compreendida pelas freguesias que integram no concelho de Santo Tirso a Bacia do Rio Leça existe uma grande diversidade de fauna e flora. Este facto é comprovado pela existência de 58 espécies de aves, 11 espécies de mamíferos, 10 de anfíbios, 4 de répteis e 5 de peixes.

É de salientar a presença de alguns endemismos ibéricos, como são as espécies de anfíbios: Rana iberica iberica, Triturus boscai Tritco de ventre laranja ou a Chioglossa lusitanica Salamandra Lusitânica. Existem ainda outras espécies importantes com base no livro vermelho dos vertebrados de Portugal

Verificou-se também a presença de uma espécie exótica: o Bico de lacre Estrilda astrild nas freguesias de Guimarei, Lamelas, Monte Córdova e Reguenga.

Por fim é de ressalvar que apesar de uma determinada espécie não se encontrar numa dada freguesia, não quer dizer que os biótopos que a constituem não a alberguem, bem pelo contrário, na medida em que as espécies faunísticas apresentam como característica uma elevada mobilidade e uma vez que a dimensão de cada freguesia não é considerável é então de pressupor que todas as espécies detectadas estejam presentes nas restantes freguesias.

No que concerne à Flora , apesar das freguesias junto ao rio Leça não serem férteis em endemismos, algumas espécies merecem referência. A presença do feto-macho Dryopteris guanchica nas freguesias de Água e Monte Córdova, em locais ensombrados e junto a cursos de água é de assinalar, devido à relativa raridade da espécie e ao facto de se tratar de uma localização nova para a região.

Entre os endemismos encontrados valerá mencionar a Centáurea nigra susp. rivularis e o Arranha-lobos Genista berberidea que apesar de não serem raros se encontram ligados a habitats de grande interesse. A Centáurea nigra susp. rivularis encontra-se em grande quantidade num lameiro de Agrostio-Arrenarherum bulbosi, junto ao rio Leça, na freguesia de Monte Córdova.

O Arranha-lobos Genista berberidea encontra-se também em grande quantidade num higrófilo na freguesia de Lamelas.

É de mencionar igualmente a presença de uma nova espécie para a flora portuguesa. Trata-se do Luronium natans, espécie encontrada no resto da Europa, mas cuja distribuição não chega a Portugal. Provavelmente escapada de cultura de aquário esta espécie foi encontrada em represas e tanques de águas paradas nas freguesias de Carreira, Guimarei e Monte Códova.

rio leça (3)

Rede Hidrográfica da Bacia do Leça

A Bacia Hidrográfica do Rio Leça desenvolve-se a partir do planalto do Monte Córdova, com uma altitude máxima de 570 metros, até ao vale do Leça, cujo rio corre no sentido norte.sul, compreendendo as freguesias agrícolas do sudeste do concelho de Santo Tirso: Monte Córdova, Refojos de Riba D’Ave, Reguenga, Agrela e Água Longa, Guimarei, Lamelas e Carreira.

A sua bacia apresenta características muito diversas nos seus 180 Km2, que a distinguem das outras bacias da região Norte, designadamente ao nível da ocupação do solo e nos seus aspectos sócio-económicos. Caracterizam-na uma elevada densidade industrial e urbana a jusante, alternando áreas pouco povoadas, essencialmente agrícolas e manchas de vegetação a montante.

sexta-feira, abril 01, 2005

rio leça (2)

A Vegetação

Carvalhais
Devido ao facto de se tratar de uma zona densamente ruralizada, são notórias as transformações na vegetação inicial, sendo vários os factores que concorrem para esta transformação, Em primeiro lugar, a maior parte dos solos foram adoptados para práticas agrícolas. Em segundo lugar, grande parte da área não cultivável foi revestida por monoculturas florestais, como por exemplo, o eucalipto. No entanto, pequenas áreas conservam ainda a vegetação primitiva: os carvalhais.
Os carvalhais melhor conservados encontram-se na freguesia de Monte Córdova. Aí, junto ao rio Leça, encontram-se carvalhais de transição para amieirais, caracterizados pela abundância de fetos, situação diferente dos carvalhais termófilos, das zonas mais soalheiras. Estes últimos encontram-se em abundância na freguesia de Guimarei.

Matos
Os matos são comunidades de transição que fazem parte da sucessão ecológica que se verifica após, por exemplo, o corte de uma mata ou um fogo florestal. O tipo de mato mais abundante na zona do rio Leça é Ulici europaei-Ericetum cinareae, caracterizado pela presença do Tojo Arnal Ulex europaeus subsp. Tojo-arnal, da Torga Erica cinerea e Erica umbellata, e do Tojo molar Ulex minor.

Nas zonas xistosos de solos pouco profundos, surge uma comunidade que se diferencia da anterior pela maior dinâmica de Torga Erica umbellata e pela presença do endemismo Galaico-Lusitano, e o Tojo gatenho Ulex micranthus. Nas zonas mais húmidas e onde os solos atingem profundidades suficientes, aparece o tipo a associação Cirsio filipenduli-Ericetum ciliaris Br-BI, dominada pelo Tojo molar Ulex minoris e a Lameirinha Erica ciliaris.

rio leça (1)

Leça Ambiental

O rio Leça nasce na Serra da Agrela, concelho de Santo Tirso, junto ao lugar de Santa Luzia, a uma altitude de 475 metros. Ao iniciar o seu percurso para a foz este rio percorre 43 Km, desaguando em Leixões, concelho de Matosinhos. Com uma área de aproximadamente 180 Km2, a bacia hidrográfica do rio Leça é limitada a Norte pela bacia do Rio Ave e a Sul pela bacia do Rio Douro. O Leça percorre cerca de 18 Km desde a nascente até à sua saída do concelho de Santo Tirso, na fértil planície de Agrela / Água Longa.
O rio caracteriza-se por uma altitude média baixa entre 100 e 200 metros, contudo, junto à nascente, a altitude ronda os 200-400 metros. Geologicamente é caracterizado pela existência de uma grande zona de rochas graníticas, a que perifericamente se formam depósitos mais recentes, os quais se encontram ao longo do rio, constituindo terraços fluviais. A temperatura média anual é de 14º C, a pluviosidade média é de 1192 mm, com valores superiores a 1600 mm nas zonas mais elevadas, a montante. A humidade relativa média é na ordem de 80%. O terreno é ocupado fundamentalmente por floresta de pinheiros e eucaliptos, subsistem ainda os carvalhais cuja acção protectora dos cursos de água e regularizadora de caudais é muito importante. O Carvalhal de Valinhas, Quercus robur L. pelo interesse da espécie e estado de conservação foi classificado de interesse público em 1940.
A presença da floresta e a existência de uma grande percentagem de coberto vegetal é importante para a regularização e protecção dos cursos de água. Também a presença da vegetação marginal contribui para esta regularização bem como para a manutenção da actividade biológica.
A vinha predomina na paisagem, no rio pode-se encontrar barbos, trutas e escalos. A presença do rio torna-se mais notada à medida que se avança para a foz, os afluentes juntam-lhe águas e o rio alcança um maior porte. No concelho de Santo Tirso o único afluente digno de registo é o ribeiro de Pisões, que passa pela freguesia de Água Longa.

verdades...

"Se vc tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades,
teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando.
Eu falei muitas vezes como palhaço,
mas nunca desacreditei da seriedade da platéia que sorria."

¤ Charles Chaplin

domingo, março 27, 2005

Este inferno de amar

Este inferno de amar - como eu amo!
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que d'antes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tam serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz?
- Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...


Almeida Garrett, Folhas Caídas

sábado, março 19, 2005

2º »a vida«

Convoco alguma figura execepcional, em breve serei o negativo de uma viagem.
Intimamente, não respeito o sistema de valores, sou alguem que é livre de um
modo inacessivel. O que distingue o meu passado de mim é a sombria personagem.
E, se o assunto sou EU, existe um léxico errante onde todas as palavras são válidas.
Por que razão não temo começar, ainda não posso saber. Nesse sentido, envelhecer
é lento enquanto o corpo explica tudo. A morte é alguem que vive a nosso lado.
Aquilo a que chamamos realidade é a superficie do que somos.

Isabel de Sá
(em O Duplo Dividido)

domingo, janeiro 04, 2004

Caro amigo e colega, pig barbudo, ainda estou ancioso pelo dia em que o possa achar minimamente inteligente.
Até agora só tem dito merda...., desculpe o termo, não encontro melhor definição.
O que será os despertares matinais...sem eles...
Com a capa de lavadinho, toda a gente a saber que é um sebento!!!
Não estou aqui para o irritar...só descascá-lo um pouco.

Esta aparição só se deu para comunicar que a guerra começou.
Eu volto...P...