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quinta-feira, outubro 05, 2006

OBRA EM PROGRESSO

Rio Leça
O Leça é um rio português que nasce em Monte Córdova no município de Santo Tirso. A bacia do rio Leça tem uma área de 189,9 Km2 e apenas 44,8 quilómetros de comprimento para o curso de água principal, passa por Alfena, Ermesinde, Milheirós, Maia, Guifões, indo desaguar no Porto de Leixões na cidade de Matosinhos (freguesias de Leça da Palmeira e Matosinhos).

Foto

Nascente do rio Leça
Autor(a) Nuno Fernandes

ESTUDO DA MORFOLOGIA DO RIO LEÇA
Descrição -Leça
Morfologia


Figura 1: Pormenor da embocadura do estuário do rio Leça (IGeoE, 2001)

A bacia hidrográfica do rio Leça, com cerca de 50 km de comprimento está orientada na direcção Este - Oeste e é limitada a Norte pela bacia do rio Ave e a Sul e Este pela bacia do rio Douro. O rio nasce no Monte de Stª. Luzia, a cerca de 420 metros de altitude e desagua em Leixões, a norte da cidade do Porto. Os seus principais tributários a Ribeira do Arquinho (bacia de 33 km2) e a Ribeira de Leandro (bacia de 20 km2). O estuário do Leça (Figura 1 ) é de pequenas dimensões e está muito artificializado, sendo ocupado na sua quase totalidade pelo porto de Leixões, o maior da região norte de Portugal.


O escoamento anual total na foz do rio Leça é, em média, de 107 hm3, a que corresponde um caudal médio de 3.4 m3/s. O afluente que mais contribui para o caudal na foz é a ribeira do Arquinho contribui para o escoamento médio com 13.3 hm3 (INAG, 2001)

A Figura 2 apresenta uma perspectiva tridimensional da bacia do rio Leça e a Figura 3 , mostra o perfil longitudinal do rio (DRA–Norte, 2000). As figuras mostram baixos declives nos primeiros 42 km de percurso (a partir da foz). Os últimos 6 km do percurso do rio efectuam-se em zonas de relevo acidentado - Serra da Agrela – variando as cotas, desde os 120 metros até aos 420 metros de altitude.

Figura 2: Perspectiva tridimensional da bacia do rio Leça (DRA–Norte, 2000).


Figura 3: Perfil longitudinal do rio Leça (DRA–Norte, 2000).

O escoamento no estuário do Leça é determinado pela maré e pelo caudal do rio, podendo a corrente do rio Leça fazer-se sentir até ao anteporto em situações de chuva intensa.
A maré é essencialmente do tipo semi-diurno, sendo as componentes mais importantes a M2, S2, e a N2. Na zona exterior ao porto, a corrente dominante é paralela à costa, predominantemente de Norte para Sul com velocidades inferiores a 1 nó (50 cm/s).
Devido à sua pequena dimensão e importância económica e ecológica, este estuário está muito pouco estudado, com excepção dos aspectos relevantes para as actividades do porto de Leixões.

Modelação Matemática
A hidrodinâmica do estuário foi simulada utilizando o modelo MOHID2000 para a região compreendida entre a batimétrica dos 25 metros, na plataforma continental e o limite de propagação da maré situado 3.5 km a montante do porto de Leixões. O passo espacial do modelo é variável tendo um mínimo de 20 m na zona do estuário e 250m na fronteira oceânica.
As simulações foram feitas para condições médias de maré e de caudal do rio. Na fronteira oceânica foi imposta a variação da superfície livre devida à componente M2 da maré e na fronteira fluvial onde foi imposto o caudal médio do rio Leça, 3.4 m3/s.

Resultados das simulações
Com o modelo foram simuladas a hidrodinâmica e a distribuição de salinidades. O movimento da água foi visualizado usando traçadores lagrangeanos emitidos em caixas, numa situação de preia-mar. Os resultados são apresentados na forma de séries temporais, nos pontos representados na Figura 4 e de distribuições espaciais no baixo estuário ( o relevante para definição do limite de jusante.

Figura 4 Posição das séries temporais

Hidrodinâmica
Na Figura 5 representam-se as elevações nos pontos 1 e 6 indicados na Figura 4 . No ponto 1 observa-se o carácter semi-diurno da maré com uma amplitude de cerca de 1,65 m e uma variação do tipo sinusoidal. O ponto 6 só é inundado pela maré durante o período de níveis mais altos. Durante esse período o nível varia também de forma sinusoidal. Quando o nível da maré baixa abaixo dos 2.5 metros o nível torna-se constante, sendo o seu valor imposto pelo caudal do rio.

Em ambos os casos as velocidades instantâneas são reduzidas (inferiores a 5 cm/s). Os valores baixos das velocidades são consequência do valor reduzido da área do estuário e do caudal do rio. A velocidade máxima regista-se à saída do porto onde a área da secção transversal é mínima. As figuras mostram que o escoamento se faz preferencialmente pelo canal mais profundo e põe em evidência o papel do molhe que protege o porto da acção das ondas provenientes de NW.

Figura 5: Séries temporais dos níveis nos pontos 1 e 6 indicados na Figura 4 .

O escoamento residual representa o deslocamento preferencial da água e resulta dos efeitos não lineares associados ao escoamento instantâneo e do caudal do rio. Assim e o escoamento residual está associado ao efeito da aceleração do escoamento na entrada do porto. Deste efeito resultam os vórtices existentes quer no interior do porto quer no exterior da entrada do porto. A inclinação do jacto de vazante induz um escoamento residual dirigido de norte para sul em frente à embocadura. O valor reduzido do caudal do rio e o vórtice existente no interior do porto são responsáveis pelo elevado tempo de residência da água no interior do estuário.

Salinidade
A salinidade foi simulada para condições de caudal média (3.4 m3/s). As figuras mostram que a bacia do porto de Leixões e o canal do rio tem condições de salinidade muito diferentes. Este resultado é também mostrado na Figura 7 onde são representadas séries temporais de salinidade nos pontos indicados na Figura 4 . O baixo gradiente de salinidade na bacia do porto é uma consequência do vórtice residual existente naquela região, que promove a recirculação da água proveniente do rio e a sua diluição na água do mar que entra durante a enchente.

Figura 7 Evoluções temporais da salinidade nos 6 pontos do domínio representados na Figura 4 .


O ponto 1 representado na Figura 7 , apesar de se encontrar na zona de maior influência oceânica mostra o efeito do elevado tempo de residência na salinidade. À medida que nos deslocamos para montante a salinidade diminui. A figura mostra também a grande diferença de salinidades entre os pontos localizados na bacia do porto e os localizados no canal de entrada do rio.

Traçadores Lagrangeanos
Os traçadores lagrangeanos são usados para visualizar o movimento da água. Depois de emitidos estes traçadores deslocam-se à velocidade da água, calculada pelo modelo hidrodinâmico, permitindo identificar o seu deslocamento e mistura. Os traçadores foram emitidos em preia-mar, agrupados em caixas. O seu movimento permite visualizar o escoamento e compreender a dinâmica do sistema.

As velocidades baixas já observadas nos resultados da hidrodinâmica fazem com que o deslocamento dos traçadores seja também pouco intenso. Continuando a simulação por mais tempo verificou-se que só ao fim de 3 dias de simulação é que os traçadores começam a sair da bacia do porto. A continuação da simulação mostra que os traçadores que atravessam a embocadura do porto deixam o estuário quando contornam o molhe que protege o canal de acesso ao porto.

LINK DO ESTUDO

terça-feira, janeiro 31, 2006

...elevação da freguesia de Guifões a Vila...

Ordenação heráldica do brasão e bandeira

Publicada no Diário da República, III Série de 14/06/1994
Armas - Escudo de verde, ponte medieval de um arco, de prata lavrada de negro e movente dos flancos, acompanhada em chefe de um maço de canteiro, do mesmo metal entre duas espigas de milho de ouro, postos em roquete. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro em maiúsculas : “ FREGUESIA DE GUIFÕES “.

Símbologia
As espigas de milho - Representam a tradição e riqueza agrícola desta terra e recordam o espírito de ajuda mutua sempre presente na lide dos campos. O maço de canteiro - Recorda os montantes de Guifões e toda a sua importância no talhar da pedra, uma vez que esta existe em abundância na freguesia. A ponte medieval - Simboliza o castro romano “Castrum Quiffiones” e todo trabalho de exploração arqueológica desenvolvido. O escudo de verde - Simboliza a vasta flora que cobre as terras desta freguesia assim como o rio Leça recordando todo a seu contributo como fertilizador dos campos adjacentes.
LINK

_______________________________________________________________
A deputada na Assembleia da República, drª. Luísa Salgueiro, que é também vereadora da Câmara Municipal de Matosinhos, apresentou no hemiciclo de S. Bento uma proposta para a elevação da Freguesia de Guifões a Vila.

(para mais link no titulo)

sábado, abril 23, 2005

ÁREAS DE JURISDIÇÃO DA APDL



A área de jurisdição da APDL, SA, abrange a faixa marginal do domínio público marítimo, desde o enfiamento do eixo da Rua da Bélgica, na Praia de Lavadores, até ao paralelo do farol da Boa Nova, ao Norte do Porto de Leixões, e, compreende, além disso, as duas zonas seguintes:

a) Zona do Porto do Douro, que inclui todo o estuário do Rio Douro, desde 200 metros a montante da Ponte Luís I até à Foz, com todas as suas margens, ancoradouros, cais, docas e terraplenos existentes ou que venham a ser construídos.

b) Zona do Porto de Leixões, que abrange quebra-mares, a área molhada por eles circunscrita e as docas existentes ou a construir, o curso do Rio Leça até à antiga ponte dos moinhos de Guifões e a área terrestre delimitada pelo domínio público respectivo.

*
…e por isso deveriam respeitar o domínio público na foz do rio Leça, não bloqueando a antiga passagem.

Quem desce do Castrum Quiffiones pelo caminho do Monte Castelo, existia uma ponte romana que dava passagem para a outra margem até aos silos, ficou irremediavelmente destruída com umas cheias, não posso precisar o ano, mas que nunca ninguém se preocupou em manutenção ou reconstrução.

Permitem-me perguntar agora, de quem é a responsabilidade, pelo facto de tal perda visto constar aqui que a zona da ÁREA DE JURISDIÇÃO DA APDL é, e passo a transcrever, “…o curso do Rio Leça até à antiga ponte dos moinhos de Guifões…”.

Não concluo-o assim, EXIJO UMA RESPOSTA.

domingo, abril 03, 2005

OBRA EM PROGRESSO

Os (Trabalhos) Titulos,

rio leça (1)
rio leça (2)
rio leça (3)
rio leça (4)
rio leça (5)
rio leça (6)

foram transcritos do site da camara municipal de santo tirso.
http://www.cm-stirso.pt/

O proximo trabalho,

"Castrum Quiffiones"

rio leça (6)

Leça Humano

Desde tempos imemoriais o Homem ocupou as margens do Rio Leça, iniciando uma relação de simbiose que perdura até aos nossos dias. Os vestígios de ocupação pré-histórica da planície de Redundo, os vestígios castreiros do Monte Padrão, são um registo vivo do que resta das comunidades que ocuparam estas terras antes do início da nacionalidade. No castro de Monte Padrão a ocupação prolonga-se até à Idade Média, sinal de vitalidade da comunidade local. Junto ao rio são ainda hoje visíveis os sinais da sua utilização pelo Homem. Estruturas de carácter pré-industrial, moinhos, serras hidráulicas e pisões, povoam o percurso do rio Leça. Na documentação, outras informações nos chegam, da veneração ao rio e da sua utilização, como por exemplo, a construção do Rego dos Frades, canal de água construído durante a Idade Médio pelos monges beneditinos para trazer água do rio Leça para as terras do mosteiro, conduzindo-as até ao rio Ave, junto ao antigo mosteiro beneditino de Santo Tirso.

O recurso ai rio para fins agrícolas ainda hoje se mantém, desviando as populações a sua água para regar as vinhas e os campos de milho que actualmente povoam as margens deste curso de água. As inúmeras pontes que cruzam o Leça são um sinal dos tempos, o isolamento de antanho cede lugar a uma maior convivência entre as comunidades. Ao estreitar-se estes laços não se pode esquecer que foi o rio o primeiro elo de ligação, entre cada uma destas comunidades e todas as outras que povoam a região do alto Leça.

rio leça (5)

Leça Património e História

O rio enquanto corre é água e vida, mas o tempo que por ele passa, transforma-o. O Homem transforma-o, recorrendo às suas águas para colher alimento, para se dessedentar. Com os tempos ergue estruturas para aproveitar a força das suas águas, o vigor constante que faz funcionar os engenhos que constrói nas suas margens.

Mas é também esta oportunidade de vida, que desde os primeiros tempos de ocupação humana nas margens do rio Leça, permitiram ao homem subsistir e prosperar. Os vestígios da ocupação são inúmeros, a memória que subsiste permite-nos recordar as mamoas de Redundo, monumentos funerários megalíticos, localizados junto à nascente do rio. Vestígio da civilização megalítica, recordam-nos que este território é ocupado desde o terceiro milénio antes de Cristo.

Outros vestígios concorrem para tecer a memória da região. A ocupação castreja, que remonta à Idade do Bronze, permanece no castro do Monte Padrão até à Idade Média. Sinal de vitalidade do comércio e da coesão social da comunidade local. A administração monástica das terras do Monte Córdova, repartidos entre os beneditins de Santo Tirso e os beneditinos de Celanova, dá-nos a conhecer como este território foi organizado após a formação de Portugal.

Durante os tempos mais recentes vários solares se ergueram nas terras próximas do Leça, nos vales por onde este corre, as quais foram pertença do rei, dos nobres e do clero local.

rio leça (4)

Fauna / Flora

Na área compreendida pelas freguesias que integram no concelho de Santo Tirso a Bacia do Rio Leça existe uma grande diversidade de fauna e flora. Este facto é comprovado pela existência de 58 espécies de aves, 11 espécies de mamíferos, 10 de anfíbios, 4 de répteis e 5 de peixes.

É de salientar a presença de alguns endemismos ibéricos, como são as espécies de anfíbios: Rana iberica iberica, Triturus boscai Tritco de ventre laranja ou a Chioglossa lusitanica Salamandra Lusitânica. Existem ainda outras espécies importantes com base no livro vermelho dos vertebrados de Portugal

Verificou-se também a presença de uma espécie exótica: o Bico de lacre Estrilda astrild nas freguesias de Guimarei, Lamelas, Monte Córdova e Reguenga.

Por fim é de ressalvar que apesar de uma determinada espécie não se encontrar numa dada freguesia, não quer dizer que os biótopos que a constituem não a alberguem, bem pelo contrário, na medida em que as espécies faunísticas apresentam como característica uma elevada mobilidade e uma vez que a dimensão de cada freguesia não é considerável é então de pressupor que todas as espécies detectadas estejam presentes nas restantes freguesias.

No que concerne à Flora , apesar das freguesias junto ao rio Leça não serem férteis em endemismos, algumas espécies merecem referência. A presença do feto-macho Dryopteris guanchica nas freguesias de Água e Monte Córdova, em locais ensombrados e junto a cursos de água é de assinalar, devido à relativa raridade da espécie e ao facto de se tratar de uma localização nova para a região.

Entre os endemismos encontrados valerá mencionar a Centáurea nigra susp. rivularis e o Arranha-lobos Genista berberidea que apesar de não serem raros se encontram ligados a habitats de grande interesse. A Centáurea nigra susp. rivularis encontra-se em grande quantidade num lameiro de Agrostio-Arrenarherum bulbosi, junto ao rio Leça, na freguesia de Monte Córdova.

O Arranha-lobos Genista berberidea encontra-se também em grande quantidade num higrófilo na freguesia de Lamelas.

É de mencionar igualmente a presença de uma nova espécie para a flora portuguesa. Trata-se do Luronium natans, espécie encontrada no resto da Europa, mas cuja distribuição não chega a Portugal. Provavelmente escapada de cultura de aquário esta espécie foi encontrada em represas e tanques de águas paradas nas freguesias de Carreira, Guimarei e Monte Códova.

rio leça (3)

Rede Hidrográfica da Bacia do Leça

A Bacia Hidrográfica do Rio Leça desenvolve-se a partir do planalto do Monte Córdova, com uma altitude máxima de 570 metros, até ao vale do Leça, cujo rio corre no sentido norte.sul, compreendendo as freguesias agrícolas do sudeste do concelho de Santo Tirso: Monte Córdova, Refojos de Riba D’Ave, Reguenga, Agrela e Água Longa, Guimarei, Lamelas e Carreira.

A sua bacia apresenta características muito diversas nos seus 180 Km2, que a distinguem das outras bacias da região Norte, designadamente ao nível da ocupação do solo e nos seus aspectos sócio-económicos. Caracterizam-na uma elevada densidade industrial e urbana a jusante, alternando áreas pouco povoadas, essencialmente agrícolas e manchas de vegetação a montante.

sexta-feira, abril 01, 2005

rio leça (2)

A Vegetação

Carvalhais
Devido ao facto de se tratar de uma zona densamente ruralizada, são notórias as transformações na vegetação inicial, sendo vários os factores que concorrem para esta transformação, Em primeiro lugar, a maior parte dos solos foram adoptados para práticas agrícolas. Em segundo lugar, grande parte da área não cultivável foi revestida por monoculturas florestais, como por exemplo, o eucalipto. No entanto, pequenas áreas conservam ainda a vegetação primitiva: os carvalhais.
Os carvalhais melhor conservados encontram-se na freguesia de Monte Córdova. Aí, junto ao rio Leça, encontram-se carvalhais de transição para amieirais, caracterizados pela abundância de fetos, situação diferente dos carvalhais termófilos, das zonas mais soalheiras. Estes últimos encontram-se em abundância na freguesia de Guimarei.

Matos
Os matos são comunidades de transição que fazem parte da sucessão ecológica que se verifica após, por exemplo, o corte de uma mata ou um fogo florestal. O tipo de mato mais abundante na zona do rio Leça é Ulici europaei-Ericetum cinareae, caracterizado pela presença do Tojo Arnal Ulex europaeus subsp. Tojo-arnal, da Torga Erica cinerea e Erica umbellata, e do Tojo molar Ulex minor.

Nas zonas xistosos de solos pouco profundos, surge uma comunidade que se diferencia da anterior pela maior dinâmica de Torga Erica umbellata e pela presença do endemismo Galaico-Lusitano, e o Tojo gatenho Ulex micranthus. Nas zonas mais húmidas e onde os solos atingem profundidades suficientes, aparece o tipo a associação Cirsio filipenduli-Ericetum ciliaris Br-BI, dominada pelo Tojo molar Ulex minoris e a Lameirinha Erica ciliaris.

rio leça (1)

Leça Ambiental

O rio Leça nasce na Serra da Agrela, concelho de Santo Tirso, junto ao lugar de Santa Luzia, a uma altitude de 475 metros. Ao iniciar o seu percurso para a foz este rio percorre 43 Km, desaguando em Leixões, concelho de Matosinhos. Com uma área de aproximadamente 180 Km2, a bacia hidrográfica do rio Leça é limitada a Norte pela bacia do Rio Ave e a Sul pela bacia do Rio Douro. O Leça percorre cerca de 18 Km desde a nascente até à sua saída do concelho de Santo Tirso, na fértil planície de Agrela / Água Longa.
O rio caracteriza-se por uma altitude média baixa entre 100 e 200 metros, contudo, junto à nascente, a altitude ronda os 200-400 metros. Geologicamente é caracterizado pela existência de uma grande zona de rochas graníticas, a que perifericamente se formam depósitos mais recentes, os quais se encontram ao longo do rio, constituindo terraços fluviais. A temperatura média anual é de 14º C, a pluviosidade média é de 1192 mm, com valores superiores a 1600 mm nas zonas mais elevadas, a montante. A humidade relativa média é na ordem de 80%. O terreno é ocupado fundamentalmente por floresta de pinheiros e eucaliptos, subsistem ainda os carvalhais cuja acção protectora dos cursos de água e regularizadora de caudais é muito importante. O Carvalhal de Valinhas, Quercus robur L. pelo interesse da espécie e estado de conservação foi classificado de interesse público em 1940.
A presença da floresta e a existência de uma grande percentagem de coberto vegetal é importante para a regularização e protecção dos cursos de água. Também a presença da vegetação marginal contribui para esta regularização bem como para a manutenção da actividade biológica.
A vinha predomina na paisagem, no rio pode-se encontrar barbos, trutas e escalos. A presença do rio torna-se mais notada à medida que se avança para a foz, os afluentes juntam-lhe águas e o rio alcança um maior porte. No concelho de Santo Tirso o único afluente digno de registo é o ribeiro de Pisões, que passa pela freguesia de Água Longa.